Se contratou um crédito habitação há alguns anos, é possível que existam atualmente soluções mais vantajosas no mercado. A transferência de crédito habitação permite mudar o seu empréstimo para outro banco, beneficiando de condições mais competitivas e, em muitos casos, reduzindo significativamente os encargos mensais.
Mas será que vale sempre a pena transferir o crédito? Neste artigo explicamos quando faz sentido considerar esta opção e quais os principais benefícios.
O que é a transferência de crédito habitação?
A transferência de crédito habitação consiste na mudança do seu empréstimo atual para outra instituição financeira.
Na prática, o novo banco liquida o valor em dívida junto da instituição onde tem o crédito e passa a assumir o financiamento, aplicando novas condições contratuais.
O imóvel mantém-se o mesmo. O que muda são as condições do financiamento.
Quais são as vantagens da transferência?
Redução da prestação mensal
Esta é a principal razão que leva muitos proprietários a transferirem o crédito.
Um spread mais competitivo ou melhores condições globais podem traduzir-se numa prestação mensal mais baixa, permitindo aliviar o orçamento familiar.
Menor custo total do empréstimo
Além da poupança mensal, uma transferência pode reduzir significativamente o montante total pago ao longo da vida do crédito.
Mesmo pequenas diferenças na taxa de juro podem representar milhares de euros de poupança.
Melhores condições de financiamento
A transferência pode permitir:
- Redução do spread;
- Melhores condições nos seguros;
- Eliminação de alguns produtos obrigatórios;
- Maior flexibilidade contratual;
- Condições mais ajustadas ao perfil atual do cliente.
Acompanhamento especializado
Atualmente, muitos processos de transferência são acompanhados por intermediários de crédito, facilitando a comparação entre diferentes propostas e simplificando toda a burocracia.
Quando vale a pena transferir o crédito habitação?
1. Quando o spread atual é elevado
Se contratou o seu crédito numa altura em que os spreads eram mais altos, poderá encontrar atualmente ofertas mais competitivas.
Uma redução do spread pode ter impacto imediato na prestação mensal.
2. Quando os seguros representam um custo elevado
Em muitos contratos, os seguros de vida e multirriscos representam uma parte significativa da prestação.
Alguns bancos oferecem maior flexibilidade na contratação destes seguros, permitindo uma redução relevante dos encargos mensais.
3. Quando a sua situação financeira melhorou
Se hoje possui rendimentos mais elevados, maior estabilidade profissional ou menor taxa de esforço, poderá conseguir condições mais favoráveis do que aquelas que obteve quando contratou o crédito.
4. Quando pretende reduzir encargos mensais
Numa fase de aumento do custo de vida, qualquer redução na prestação pode fazer diferença no orçamento familiar.
Uma análise ao mercado pode revelar oportunidades de poupança que justificam a transferência.
Existem custos associados?
Embora existam alguns custos associados ao processo, muitos bancos assumem atualmente uma parte significativa dessas despesas para captar novos clientes.
Dependendo da campanha em vigor, podem ser suportados custos como:
- Comissão de amortização antecipada;
- Avaliação do imóvel;
- Comissão de dossier;
- Formalização da transferência.
Por este motivo, é importante realizar uma análise detalhada antes de avançar.
Como saber se compensa?
A melhor forma de avaliar uma transferência é comparar:
- Prestação atual;
- Novo valor da prestação;
- Custo dos seguros;
- TAEG;
- MTIC;
- Custos associados ao processo.
Uma análise completa permite perceber em quanto tempo recuperará os eventuais custos da transferência e qual será a poupança total.
O papel do intermediário de crédito
Comparar propostas de vários bancos pode ser um processo moroso e complexo.
Um intermediário de crédito analisa o mercado, identifica as melhores soluções disponíveis e acompanha todo o processo até à aprovação da transferência.
Desta forma, consegue tomar uma decisão informada e encontrar a solução mais vantajosa para o seu caso.